quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

A TEOLOGIA NO CÁRCERE

“Tomemos o cárcere como se fosse uma palestra onde podemos se dirigir ao tribunal, como se tivéssemos indo a uma plateia. “  

        Esta expressão foi de Tertuliano, um dos pais da Igreja, se pensarmos sobre ela podemos dizer, que as circunstancias de um cárcere não são inspiradoras, para surgir um texto expressivo e contundente para convencer uma plateia, levando-os ao aplauso. Porém Tertuliano, está relatando uma realidade, que não tinha em mente o reconhecimento e valorização dos homens em sua defesa, mas que sua tese teológica, e posições fossem deixadas livres, para continuarem a tarefa de esclarecer, tirar dúvidas e trazer todos a uma visão maior sobre o que era o cristianismo.        

       A apologia neste período era uma incisiva proposta de criar loja virtual grátis condenação para o apologista, mas estes não se retinham, pois tinha em mente um ideal, que não podia por nada ser tolhido. Mesmo até que sobreviesse a condenação e em conseguinte o cárcere.  A teologia iniciou a tomar suas direções mais contundentes e assertivas neste período, não em plateias mas em tribunais.        

       Hoje temos a liberdade, mas nos contemos em teologias que agradam e convencem a grupos seletos, sem pensar e refletir se esta ira fundamentar as pessoas; para que em tudo possamos ver expandir as nossas verdades e teologias não como enfeites e discursos de plateias, mas como teologia que mesmo se for condenada ao cárcere, seja esta a verdade concedida por ela própria através de Deus, o seu fundamentador. 

O PORQUE DO ANTI-SEMITISMO

       Muitos ainda julgam que a ideologia nazista girou em torno do antissemitismo por acaso, e que desse acaso nasceu a política que inflexivelmente visou a perseguir e, finalmente, exterminar os judeus. O horror do mundo diante do resultado derradeiro, e, mais ainda, diante do seu efeito, constituído pelos sobreviventes sem lar e sem raízes, deu à "questão judaica" a proeminência que ela passou a ocupar na vida política diária. O que os nazistas apresentaram como sua principal descoberta, o papel dos judeus na política mundial e o que propagavam como principal alvo.       

     A perseguição dos judeus no mundo inteiro foi considerado pela opinião pública mero pretexto, interessante truque demagógico para conquistar as massas. É bem compreensível que não se tenha levado a sério o que os próprios nazistas diziam. Provavelmente não existe aspecto da história contemporânea mais irritante e mais mistificador do que o fato de, entre tantas questões políticas vitais, ter cabido ao problema judaico, aparentemente insignificante e sem importância, a duvidosa honra de pôr em movimento toda uma máquina infernal. Tais discrepâncias entre a causa e o efeito constituem ultraje ao bom senso a tal ponto que as tentativas de explanar o antissemitismo parecem forjadas com o fito de salvar o equilíbrio mental dos que mantêm o senso de proporção e a esperança de conservar o juízo. Uma dessas apressadas explicações identifica o antissemitismo com desenfreado nacionalismo e suas explosões de xenofobia.  

      Mas, na verdade, o antissemitismo moderno crescia enquanto declinava o nacionalismo tradicional, tendo atingido seu clímax no momento em que o sistema europeu de Estados nações, com seu precário equilíbrio de poder, entrara em colapso. Os nazistas não eram meros nacionalistas. Sua propaganda nacionalista era dirigida aos simpatizantes e não aos membros convictos do partido. Ao contrário, este jamais se permitiu perder de vista o alvo político supranacional. O "nacionalismo" nazista assemelhava-se à propaganda nacionalista da União Soviética, que também é usada apenas como repasto aos preconceitos das massas. Os nazistas sentiam genuíno desprezo, jamais abolido, pela estreiteza do nacionalismo e pelo provincianismo do Estado.    

     O antissemitismo alcançou o seu clímax quando os judeus haviam, de modo análogo, perdido as funções públicas e a influência, e quando nada lhes restava senão sua riqueza. Quando Hitler subiu ao poder, os bancos alemães, onde por mais de cem anos os judeus ocupavam posições chave, já estavam desjudaízados, e os judeus na Alemanha, após longo e contínuo crescimento em posição social e em número, declinavam tão rapidamente que os estatísticos prediziam o seu desaparecimento em poucas décadas. É verdade que as estatísticas não indicam necessariamente processos históricos reais: mas é digno de nota que, para um estatístico, a perseguição e o extermínio dos judeus pelos nazistas pudessem parecer uma insensata aceleração de um processo que provavelmente ocorreria de qualquer modo, em termos da extinção do judaísmo alemão. 

O CAMINHO DO SABER PÓS MODERNO

   A condição pós-moderna é, todavia, tão estranha ao desencanto como à positividade cega da deslegitimação. Após os meta relatos, onde se poderá encontrar a legitimidade? O critério de reatividade é tecnológico.; ele não é pertinente para se Julgar o verdadeiro e o Justo' ,Seria pelo consenso, obtido por discussão, como pensa Habermas? Isto violentaria a heterogeneidade dos jogos de linguagem. E a invenção se faz sempre no dissentimento.  

    O saber pós-moderno não é somente o instrumento dos poderes. Ele aguça nossa sensibilidade para as diferenças e reforça nossa capacidade de suportar o incomensurável. Ele mesmo não encontra sua razão de ser na homologia dos experts, mas na paralogia dos inventores.       Nesta ótica nos caminhos e encontros do saber, alcançamos os espaços e nossas ambições.  Nesta transformação geral, a natureza do saber não permanece intacta. Ele não pode se submeter aos novos canais, e tornar-se operacional, a não ser que o conhecimento possa ser traduzido em quantidades de informação. Pode-se' então prever que tudo o que no saber constituído não é traduzível será abandonado, e que a orientação das .novas pesquisas se subordinará à condição de tradutibilidade dos resultados eventuais em linguagem de máquina.  

      Tanto os "produtores" de saber como seus utilizadores devem e deverão ter os meios de traduzir nestas linguagens o que· alguns buscam inventar e outros aprender. As pesquisas versando sobre estas máquinas-intérpretes já estão adiantadas. Com a hegemonia da informática, impõe-se uma certa lógica e, por conseguinte, um conjunto de prescrições que versam sobre os enunciados aceitos como "de saber". 

POR UMA EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA

      A dimensão global da Educação Popular contribui para que a compreensão geral do ser humano em torno de si como ser social seja menos monolítica e mais pluralista, seja menos uni direcionada e mais aberta à discussão democrática de pressuposições básicas da existência. Esta vem sendo uma preocupação que me tem tomado todo, sempre a de me entregar a uma prática educativa e a uma reflexão pedagógica fundadas ambas no sonho por um mundo menos malvado, menos feio, menos autoritário, mais democrático, mais humano. A cultura e suas diversas divisões , interpretações e facções; muitas vezes se torna uma barreira para a pratica educativa democrática.          

       A cultura discriminada gesta a ideologia de resistência que, em função de sua experiência de luta, ora explica formas de comportamento mais ou menos pacíficos, ora rebeldes, mais ou menos indiscriminatoriamente violentos, ora criticamente voltados à recriação do mundo. Um ponto importante a ser sublinhado: na medida em que as relações entre estas ideologias são dialéticas, elas se interpenetram. Não se dão em estado puro e podem mudar de pessoa a pessoa. Por exemplo, posso ser homem, como sou, e nem por isso ser machista. Posso ser negro mas, em defesa de meus interesses econômicos, contemporizar com a discriminação branca.  

       Estas circunstancias que nós mesmos as tornamos barreiras e criamos ideologias pautadas em nossas concepções culturais, afetam o processo educativo em nossa sociedade. Tornamos a escola um ambiente muitas vezes desagregador, ao invés de agregarmos e trazermos uma educação mais humana, sem fronteiras e global. Quando falamos em democracia e globalização não podemos nos reter e ficarmos detidos em alguns preconceitos que impedem o processo educativo e socializador da escola. Por isso precisamos vivenciar novas fases do nosso entendimento pedagógico, onde a compreensão e abertura se torna um apaziguador, possibilitando uma socioculturalíssima onde as culturas se encontram com convivência pacifica, no ambiente escolar.

O PACTO PELA CONCEPÇÃO REFORMADA

      Quando falamos desse pacto entre o Pai e o Filho, estamos falando da vontade do Pai e da disposição do Filho em realizar todas as cousas propostas por Deus para a salvação do pecador. Não deve ser esquecido que a Trindade toda participa deste pacto, pois Is 48.16-17 dá a entender que o Espirito Santo também é enviado do Pai para realizar a Sua vontade neste mundo, juntamente com o Filho. Contudo, é mais comum dos textos a ideia de um pacto onde o Filho e o Pai são as partes contratantes mais expoentes. O próprio Jesus Cristo falou que o Pai entrou em pacto com ele, embora as nossas traduções não deixem a ideia clara. Veja o texto de Lc 22.29 "Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio." No grego, contudo, a ideia é diferente. A palavra traduzida como "confiou e o verbo que significa "entrar num pacto". O verbo grego é diatiqemai de onde vem a palavra "pacto" – diaqh/kh. Deus pactuou com Cristo para lhe dar um reino, e nós somos parte desse reino, portanto, parte da herança que Deus deu a Cristo. Deus, ante a incapacidade do homem de expiar os seus próprios pecados, fez um pacto com Cristo de salvar alguns membros da raça caída em Adão. O próprio Deus, na pessoa de Seu Filho, compromete-se a realizar e tornar eficaz esse pacto. O Filho seria o Mediador, a vítima expiatória, o resgate e o Salvador dos beneficiários históricos do pacto. O Pai e o Filho tomam a decisão comum de salvar criaturas caídas.  

     O Pai seria o representante da Trindade e o Filho o representante dos caídos, mas eleitos. A Escritura mostra de maneira inequívoca que o Filho veio ao mundo para realizar uma tarefa que o Pai lhe havia entregue, uma obra em favor dos homens, realizando a vontade de Seu Pai. Vejamos a análise de alguns textos: Is 48.16-17 - "Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isto vem acontecendo tenho estado lá. Agora o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito. Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo como montar uma loja virtual caminho em que deves andar." Estas palavras são como que colocadas nos lábios de Cristo, como fizeram outros escritores do VT. O Verbo é eterno. Num tempo quando ainda não havia tempo, a Trindade entabulou um acordo. Desse acordo surgiu a decisão de enviar o Filho para a Redenção do pecador e o Espírito para aplicá-la. Por isso que é dito que «o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito." O Filho e o Espírito são enviados ao mundo para cumprir um propósito redentor da Divindade. O texto diz que essas pessoas são enviadas, o que indica um acordo prévio entre elas. Jo 5.30 – ―Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma porque ouço, julgo. O meu juízo é justo porque não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.‖ É claro deste verso que Jesus veio ao mundo a mandado de Seu Pai, e para realizar a vontade de Seu Pai.  

      Voluntariamente Ele submeteu-se à vontade d' Aquele a quem Ele sempre foi submisso como Filho. Mas essa submissão indica que Eles tiveram um acordo antes de haver história. Cristo foi enviado pelo Pai como produto de um pacto, como veremos adiante. JO 6.38-40 – ―Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.‖ Estes três versos recebem a mesma tônica dos dois anteriores, onde Cristo revela claramente a sua decisão de obedecer ao seu Pai, que o havia enviado ao mundo. A ideia de obedecer aqui deixa clara a ideia de um acordo anterior. Note que, antes dele vir ao mundo, ele havia recebido do Pai um número definido de pessoas pelas quais ele veio morrer. E o mandato do Pai era para que Ele não perdesse nenhum deles. Cristo veio para cumprir essa vontade de seu Pai, que foi produto de um acordo prévio entre ambos, no seio da Divindade. Estas mesmas ideias podem ser encontradas em Jo 8.29; 17. 3,4,6,8,18,21; Hb 10.7-10

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

                                 A OBJETIVIDADE SEGUNDO MORIN   


      A objetividade é uma coisa absolutamente certa. Ela é determinada por observações e verificações concordantes. Para serem estabelecidas, essas observações e essas verificações precisam de comunicações intersubjetivas. Mas é evidente que essas comunicações são feitas num meio, no centro do que se pode chamar de comunidade científica Aí, também, existe uma idéia de Popper muito interessante. Ele diz mais ou menos o seguinte: "A ciência não é um privilégio de uma teoria ou de uma mente, a ciência é a aceitação pelos cientistas de uma regra do jogo absolutamente imperativa." No entanto, para obedecer a regra do jogo da verificação e da experimentação, é preciso que haja uma grande atividade de crítica mútua Para que haja uma grande atividade de crítica mútua, é preciso que as teorias se confrontem, que existam pontos de vista diferentes, até mesmo ideias "bizarras", ideias metafísicas. Portanto, não podem existir só fatores comunitários mas, também, devem existir fatores de rivalidade e fatores conflitantes; por conseguinte, é um verdadeiro meio social como fazer uma loja virtual onde existem antagonismos.  

      Mas, para que essa sociedade, essa comunidade funcione, é preciso  isso também foi dito por Popper — que ela esteja enraizada numa tradição histórica e no seio de uma cultura: a tradição crítica, nascida da filosofia, em Atenas, cinco séculos antes da nossa era, interrompida cinco séculos depois na nossa era, foi reconstituída com o Renascimento; foi o primeiro caldo de cultura da ciência que se destacou como um ramo da filosofia mas que, mesmo assim, obedece a essa tradição crítica que marcou a história ocidental e que hoje em dia se universaliza através da lifusão da ciência no mundo. Desde o século XIX, o desenvolvimento da ciência está ligado ao desenvolvimento de uma nova camada social, a intelligentsia científica dos sábios e pesquisadores. Tudo isso nos leva de volta aos fenômenos da cultura, da sociedade e da história Todos sabem que existe esse interessante processo que, uma vez estabelecida a objetividade, faz o cientista apagar todo esse hinterland, toda essa enorme infraestrutura que permite a objetividade.

 JESUS MAIOR QUE TODA A TEOLOGIA.  

    Quando pronunciamos o nome Cristo não é o simples suporte verbal de uma realidade superior (o platonismo não intervém aqui!). Trata-se, sob esse nome e sob esse título, da sua pessoa mesmo. Não de uma pessoa fortuita, de um "fato histórico acidental" como entende Lessing, por exemplo. As verdades eternas da razão, eis o tipo de fato histórico "acidental"! Assim, o nome de Jesus Cristo não serve para designar um produto da história humana. Os homens sempre acreditaram ter feito uma grande descoberta quando conseguiram demonstrar que Jesus Cristo não podia deixar de ser o ponto culminante de toda história. Achado medíocre, na verdade! Mesmo a história do povo de Israel não saberia se prestar a uma tal demonstração. Certamente, a posteriori, é lícito e mesmo necessário afirmar: nesse homem, nesse povo, a história se realizou ... ; mas ela o fez seguindo uma linha absolutamente nova e escandalosa do ponto de vista dos fatos históricos! Loucura para os gregos, escândalo para os judeus! (1 Co 1.23) Enfim, o nome de Jesus Cristo não esconde um postulado do homem, não designa o produto de seus desejos mais nobres nem o tipo de redentor criado pela sua inquietude. 

     O homem nem é capaz de reconhecer por si mesmo sua inquietude e seu pecado. É-lhe necessário primeiro conhecer Jesus Cristo: é em sua luz que nós vemos a luz que nos revela nossas próprias trevas. Todo conhecimento que mereça esse nome, segundo a fé cristã, provém do conhecimento de Jesus Cristo. Assim toda a teologia se resume em JESUS CRISTO, não tendo argumento maior que a ação de Cristo na história, do ministério que a própria história não tem argumentos definidos para poder decifrar e narrar em toda sua essência e expressividade. A fé esta nele, o amor é proveniente dele, a paz pertence a Ele, a salvação em toda sua extensão esta fixa nele, a eternidade é Ele para sempre conosco em toda sua viva manifestação. Portanto a teologia esta a mercê da existência de Cristo, e sem Jesus a teologia não é coerente e válida. 

domingo, 4 de dezembro de 2022

 TOMAS DE AQUINO TOMAS DE AQUINO E A RELIGIÃO 

      Tomas de Aquino visualiza e identifica a religião na seguinte perspectiva; um ato de justiça consiste em devolvermos a alguém o que lhe devemos, de tal maneira que o que lhe devolvermos seja igual ao que lhe devíamos. Assim definida, a justiça pressupõe ao menos duas noções: a de dívida e a de igualdade. No entanto, existem certas virtudes – anexas à virtude da justiça – que das duas noções contêm apenas uma, por exemplo, a de dívida. Sem dúvida, o exemplo mais eloquente neste sentido é a virtude da religião. Nela o homem reconhece que deve tudo a Deus e que é incapaz de saldar totalmente esta dívida, visto que não há nada que possa dar a Deus que já não tenha dEle recebido. Em outras palavras, pela virtude da religião assumimos que temos uma dívida impagável com Deus. Agora bem, do fato de uma dívida não poder ser paga, não se segue que possamos simplesmente negá-la. Antes, o fato em si de ela ser impagável só aumenta o nosso compromisso de reconhecermo-nos devedores daquele a quem tudo devemos. Portanto, a religião é uma virtude, anexa à virtude da justiça, que consiste no ato pelo qual reconhecemos que temos uma dívida impagável para com Deus.  

     Como toda virtude, também o exercício da virtude como abrir uma loja virtual da religião nos torna bons. Ademais, como existe um único Deus, e como um hábito se distingue d’outro pelo seu objeto formal, a virtude da religião, uma vez que se ordena formalmente à reverência ao Deus único enquanto criador e governador de tudo o que existe, é um hábito único. Donde só poder haver uma única virtude da religião e, consequentemente, uma única religião verdadeira. E há mais. A religião não é apenas uma virtude distinta de todas as outras, ela é, ademais, superior a todas as demais, em virtude de possuir um fim mais alto. 

     A fim de esclarecermos esta assertiva, estabeleçamos, de início, um princípio: todo superior é digno de receber homenagem. Ora, a superioridade de Deus é singular, uma vez que Ele é superior a tudo o que há, já que foi Ele quem tudo criou. Logo, Deus é digno de que lhe rendamos uma homenagem da qual somente Ele é merecedor. Por conseguinte, a virtude da religião não pode consistir numa homenagem da mesma ordem daquela que prestamos, por exemplo, a um rei ou a um pai ou a qualquer outra criatura. Destarte, a honra prestada a Deus deve estar acima de todas as outras, posto que se trata de uma honra que é devida somente ao rei do universo, fonte e origem de tudo o que existe

 O QUE É O INTELIGENT DESING?  MAIS UM  POUCO SOBRE O INTELIGENT DESING. 

     Projeto inteligente ou design inteligente é a tradução do termo inglês intelligent design, corrente de pensamento que busca contestar as idéias evolucionistas em relação ao surgimento da vida na Terra e à seleção natural. A base do ideal dessa corrente “científica” é a afirmação de que a diversidade biológica não se deu evolutivamente, mas sim por interferência ou condução de uma inteligência superior, não reportando essa ação a Deus ou a seres extraterrestres. O Projeto Inteligente ganhou visibilidade graças a pressão de comunidades religiosas nos Estados Unidos, que judicialmente conseguiram inserir os conteúdos do Projeto Inteligente nas escolas. Em alguns casos os conteúdos evolucionistas foram simplesmente suprimidos do currículo. A tentativa de dificultar o ensino de conceitos científicos, que não atendam aos ensinamentos religiosos, não é novidade nos Estados Unidos. Em 1925, no estado do Tennessee, foi promulgada uma lei que estabelecia que o professor que ensinasse qualquer teoria contrária à bíblica seria preso e quanto às escolas, as que ensinassem teorias evolutivas, teriam suas verbas estaduais cortadas. 

     O julgamento da causa da lei gerou o título “Julgamento do Macaco”, como caracterização da polêmica gerada. Para alguns cientistas, a apresentação do Projeto Inteligente seria apenas uma reformulação da teoria religiosa criacionista, que busca se contrapor às teorias científicas sobre o processo de evolução, principalmente às ideias de Darwin.  Como toda teoria, o Design Inteligente se apóia em três argumentos primários:   1. Complexidade Irredutível: Refere-se ao fato de a vida ser composta de partes interligadas que dependem umas das outras para que sejam úteis. A mudança em uma parte apenas por mutação, por exemplo, não poderia ser responsável pela eficiência de toda estrutura. 2. Complexidade Específica: Apresenta que seria impossível que padrões tão complexos, como os presentes nos seres vivos, tenham se desenvolvido através de processos do acaso. 3. Princípio Antrópico: Acredita que a existência e desenvolvimento da vida na Terra requerem que tantas variáveis estejam perfeitamente harmonizadas, que seria impossível que todas as variáveis chegassem a ser como são apenas pelo acaso. Se nosso planeta fosse um pouco mais próximo do Sol, as condições para existência de vida seriam inviáveis como montar uma loja virtual

KIERKEGAARD E O ANTROPOCENTISMO TEOLÓGICO 

   O antropocentrismo teológico contemporâneo deve-se muito à influência do existencialismo de Kierkegaard. Este filósofo dinamarquês influenciou a neo-ortodoxia de Barth, a ponto de ter este dito no prefácio da segunda edição de Der Rõmerbrief: “Se tenho um sistema, ele está limitado ao reconhecimento do que Kierkegaard chamou de ‘distinção qualitativa infinita’ entre o tempo e a eternidade  Kierkegaard criticou a falta de espaço para o homem, como indivíduo, ao questionar o cristianismo como fruto da filosofia religiosa de Hegel. A exaltação hegeliana do absoluto e radical imanentismo de Deus transformava-o em um ser impessoal. 

     Legava ainda aos homens uma religião secularizada, a ponto de identificar Deus com o espírito absoluto, produto dos conhecimentos humanos e da marcha da fazer um blog civilização para a frente. Embora Kierkegaard estivesse certo, deve-se ter em mente que, ao serem lançadas no mundo, as idéias não mais pertencem a quem as emitiu. Seus seguidores foram ao extremo ao conceder ao homem concreto, a sua existência histórica, a fonte de autoridade, legando-nos assim o existencialismo. E cá estamos nós num mundo em que Protágoras de Abdera parece ter sintetizado bem em sua famosa frase: “O homem é a medida de todas as coisas; daquelas que são, enquanto são; e daquelas que não são, enquanto não são”. Isso explica parte do emaranhado doutrinário do evangelicalismo mais popular. A multiplicidade de visões, sonhos, palavras de homens com acesso especial a Deus, para citar alguns, apenas enfraquece a autoridade da Escritura.

 

O TRAMITE DO ESTADO MODERNO


    O Estado moderno nasceu onde não havia potência política ou desenvolvimento econômico e precisamente por essas razões negativas. A Prússia, o primeiro Estado moderno, nasceu no coracão da Europa mais pobre, menos desenvolvida economicamente e mais conflitua da politicamente. E enquanto a França e a Inglaterra arrastavam suas velhas estruturas, a Prússia foi o primeiro modelo de Estado moderno. Esta proposta não seria uma implantação de um segmento político governamental para a sociedade mundial, mas sim um viés alternativo para alguns; e para outros na realidade política daquele momento, uma solução e nova realidade. Agora os Países nenos  desenvolvidos teriam a oportunidade de se emancipar, tornando-se algumas áreas solidificadas.

  O mercantilismo tem agora um novo impulso, onde novas alternativas e propostas de ganho, surgem com impulsos de mercado, que resultam em avanços econômicos para estes Estados emergentes e para o continente em suas demandas sociais e novas metas de conquistas mundiais. Assim também podemos acrescentar que  na medida em que a cidade se torna um importante lugar de mercado que unifica as relações comerciais, não simplesmente a nível de uma região, mas a nível da nação e mesmo internacional, a multiplicidade de jurisdição e de poder torna-se intolerável. A indústria nascente, o fato de que a cidade não é somente um lugar de mercado, mas um lugar de produção faz com que se recorra a mecanismos de regulação homogêneos e coerentes.

      O progresso não é apenas um estado de avanço e prosperidade para uma Nação, mas sim a reação, mas desejada politicamente, socialmente e culturalmente; pois só assim se impulsiona o desejo de investir e viver dentro das sociedades e membros ativos de uma sociedade. O Estado é o promotor, mas o povo são os beneficiados, nesta conquista de cunho social e político. 

     PROFETISMO EM ISRAEL UM FENÔMENO. 

       A existência do fenômeno profético fora de Israel, inclusive em culturas diferentes das do Antigo Oriente, é um fato que ninguém põe em dúvida hoje em dia. Passaram-se os anos polêmicos em que parecia necessário negar a existência de um profetismo extrabíblico para salvar a inspiração dos profetas hebreus. Ou, inversamente, as anos em que se encontravam profetas em toda parte para negar a pretensa revelação de Deus através destes personagens de Israel. O estudo da questão tornou se mais científico, menos polêmico e menos apologético. O fato de terem existido profetas fora de Israel não implica que os profetas bíblicos carecessem de inspiração; e também não lhes tira a originalidade. Uma vez admitida a enorme difusão deste fenômeno, o que nos interessa saber agora é se a profecia Bíblica tem a sua origem nas manifestações proféticas de algum país vizinho. No século passado, Kuenen propunha a profecia extática cananéia como lugar de origem da profecia israelita, teoria que Hõlscher manterá anos mais tarde. Em seguida se propôs o Egito. Agora está em pleno apogeu a tese de relacionar suas origens com a cidade de Mari. E convém ficar na expectativa sobre o que pode oferecer Ebla.      

     Nebeismo um fenômeno, que trouxe a interpretação Bíblica  algumas implicâncias, pois o caráter episódico e pouco freqüente do fenômeno profético em Mari, pelo menos na base do que podemos julgar com os dados que possuímos. Ao tratar este tema, é fácil cair na apologética barata: defender a qualquer custo a originalidade do profetismo hebraico, sem levar em conta que Deus pode comunicar-se, e de fato se comunica, a toda a classe de pessoas, sem distinção de raça ou nação. Também podemos correr o risco de simplistas, situando personagens quase desconhecidos no mesmo nível de Isaías. O mais sensato parece ser o seguinte: admitir que a profecia de Israel, nas suas remotas origens dos séculos XI e X, oferece pontos de contacto com Mari e Canaà; inclusive é provável que devamos ver ali o seu ponto de partida. Contudo, os profetas hebreus mais tarde se distanciam deste universo, como demonstra a maneira tão diferente de atuarem Elias e os profetas de Baal (lRs 18). E este abismo será ainda maior a partir do século VIII, quando a profecia chega à sua época de maior esplendor (Amós, Isaías, Oséias, Miquéias). Inclusive a partir deste momento, os profetas hebreus podem ter utilizado recursos literários difundidos por outros países. Isto, porém, nào tira originalidade à mensagem e à atuação deles.

 DOCÊNCIA E GESTÃO NOS CAMINHOS DA ESCOLA

Pensar na ação docente é olhar não só para a atuação deste intelectual, mas para o contexto de sua vida na academia e na sociedade, quais são as suas expectativas, anseios e participação nesta sociedade, como humano, pois não esta a parte de todas as realidades, mas sim, de estudar para causar mudanças que produzam um povo mais capacitado para as novas realidades. 
            As novas realidades vivenciadas no espaço escolar são as mesmas que confrontam a sociedade em seu senso exclusivo. Aceitar a diversidade e trabalhar com ela é propor o novo, a mudança dos conceitos já formulados, vindo a ser uma pratica para muitos inaceitável, pois não querem sair da comodidade, vivendo assim uma educação de visão limitada e preconceituosa.
A gestão para a atualidade multicultural, multirracial e diversa no sentido social e físico do Ser, que é o sujeito interventor de nossa sociedade; precisa ser uma gestão diferenciada, sem comodismos mas pronta para o pluralismo global em que vivemos.
             Paro em uma visão da gestão e educação na perspectiva democrática, diz: “A educação se faz também, com a assimilação de valores, gostos e preferencias; a incorporação de comportamentos, hábitos e posturas; o desenvolvimento de habilidades e aptidões” (Paro,2007, p.22). 
Esta é a perspectiva de uma educação que aceita e acredita nas diversidades, disposta a implementar novas estratégias e metodologias, para cumprir o objetivo de educar a todos dentro de suas realidades, acreditando que todos somos iguais e que nas nossas diferencias e dificuldades, construímos a verdadeira ação do educar, que deve ser acreditar que todos podem ser melhores se investirmos em suas capacidades inatas.
O pluralismo deve ser visto como a maior estratégia pedagógica que possuímos hoje, pois impulsiona o professor e o gestor a uma busca constante de novas ações e propostas pedagógicas, repensando sempre o currículo e os conteúdos, avaliando se estão cumprindo os seus ideais, servindo de elementos exploradores, fomentadores e capacitado rês dos sujeitos receptores que são os alunos. 

 

AS INTERAÇÕES DO CURRÍCULO.


CAPITULO I


OS OBJETOS DE PESQUISA.


      Os objetos de estudos, bem como as situações de aprendizagem e interação, quanto mais complexas se fizerem, vão requerer acessos mais constantes e intensos a saberes sobre as relações sociais, a natureza, a arte e a cultura corporal, implicando na necessidade de diferentes procedimentos de estudos para análise, sistematização e crítica. Ao currículo, nesta perspectiva, não seria adequada a adoção de uma teoria única e explicativa para a realidade social, para a natureza e arte por mais convincente, completa, fundamentada e eficaz que ela possa se apresentar aos olhos dos professores e professoras.

            O currículo precisa possuir não só os objetos de estudo, mas as verdadeiras direções, instruções e intervenções; que são propostas pelo caminho (currículo), trajetória de estudo, pesquisa e embate e debate. Mas a teoria que propõe a criticidade no currículo, esta distante de algumas realidades em contextos da escolas em seus currículos de alguns cursos. O que impede muitas vezes, o pesquisar e o programar na educação. 

              A diversidade de temas permite a convergência de ações pedagógicas, que propiciem aos alunos e alunas se apropriarem dos instrumentos e práticas do conhecimento. Nessa perspectiva, os ritmos e a ordenação de conteúdos pré-concebidos pelas instituições escolares, quase que certamente não vão se aplicar.  Esta diversidade e os temas que são por elas percebíveis, são muitas vezes distantes da realidade e propostas, que verificamos em alguns conteúdos e disciplinas, elementos e unidades que compõem o currículo, que sempre foi fruto de questionamentos e indicações, que as vezes não se convergem a necessidade da escola e do aluno. No debate pedagógico e didático, as reflexões ganharam maior visibilidade a partir das obras de Sacristam, que vai propor uma  concepção fenomenológica de educação,  auto-denominada de Interdisciplinaridade. Onde ocorre o dialogo e confronto construtivo das disciplinas que estão dentro do eixo curricular, que é o sentido diverso de direções que apontam para saberes, que possuem novas concepções e perspectivas, quando avaliados dentro de realidades divergentes, de suas propostas ideológicas; precisamos sair no currículo do estático e entrar na orbita do instável, pois assim conseguiremos chegar a uma estabilidade dentro dos sentidos dos saberes propostos, através do currículo. 

 O SENTIDO DA POLITICA

     A pergunta sobre o sentido da política e a desconfiança em relação à política são muito antigas, tão antigas quanto a tradição da filosofia política. Elas remontam a Platão e talvez até mesmo a Parmênides e nasceram de experiências muito reais de filósofos com a polis: significa como a forma de organização do convívio humano, que determinou, de forma tão exemplar e decisiva, aquilo que entendemos hoje por política que até mesmo nossa palavra para isso, em todos os idiomas europeus, deriva daí.

      Tão antigas quanto a pergunta sobre o sentido da política são as respostas que justificam a política; quase todas as classificações ou definições da coisa política que encontramos em nossa tradição são, quanto a seu conteúdo original, justificações. Falando-se de maneira bastante geral, todas essas justificações ou definições têm como objetivo classificar a política como um meio para um fim mais elevado, sendo a determinação dessa finalidade bem diferente ao longo dos séculos. Contudo, essa diferença também pode ser reduzida a algumas poucas respostas básicas, e o fato de assim ser indica a simplicidade elementar das coisas com as quais temos de lidar aqui.

      A política, assim aprendemos, é algo como uma necessidade imperiosa para a vida humana e, na verdade, tanto para a vida do indivíduo como da sociedade. Como o homem não é autárquico, porém depende de outros em sua existência, precisa haver um provimento da vida relativo a todos, sem o qual não seria possível justamente o convívio. Tarefa e objetivo da política é a garantia da vida no sentido mais amplo. Ela possibilita ao indivíduo buscar seus objetivos, em paz e tranquilidade, ou seja, sem ser molestado pela política sendo antes de mais nada indiferente em quais esferas da vida se situam esses objetivos garantidos pela política, quer se trate, no sentido da Antiguidade, de possibilitar a poucos a ocupação com a filosofia, quer se trate, no sentido moderno, de assegurar a muitos a vida, o ganha-pão e um mínimo de felicidade. 

 O CONDUZIR DO CONSCIENTE E INCONSCIENTE NO SER.

        Indo em uma perspectiva que visualiza o inter e transdisciplinar na ação educativa, podemos perceber e defender que a  experiência no campo da psicologia analítica nos tem mostrado abundantemente que o consciente e o inconsciente raramente estão de acordo no que se refere a seus conteúdos e tendências. Esta falta de paralelismo, como nos ensina a experiência, não é meramente acidental ou sem propósito, mas se deve ao fato de que o inconsciente se comporta de maneira compensatória ou complementar em relação à consciência. Podemos inverter a formulação e dizer que a consciência se comporta de maneira compensatória com relação ao inconsciente.

       Com estas propostas e argumentações  que a definem, podemos acrescentar que  a razão desta relação é que: Os conteúdos do inconsciente possuem um valor liminar, de sorte que todos os elementos por demais débeis permanecem no inconsciente: A consciência, devido a suas funções dirigidas, exerce uma inibição (que Freud chama de censura) sobre todo o material incompatível, em conseqüência do que, este material incompatível mergulha no inconsciente; a consciência é um processo momentâneo de adaptação, ao passo que o inconsciente contém não só todo o material esquecido do passado individual, mas todos os traços funcionais herdados que constituem a estrutura do espírito humano e  o inconsciente contém todas as combinações da fantasia que ainda não ultrapassaram a intensidade liminar e, com o correr do tempo e em circunstâncias favoráveis, entrarão no campo luminoso da consciência. Assim podemos A natureza determinada e dirigida da consciência é uma aquisição extremamente importante que custou à humanidade os mais pesados sacrifícios, mas que, por seu lado, prestou o mais alto serviço à humanidade. Sem ela a Ciência, a técnica e a civilização seriam simplesmente impossíveis, porque todas elas pressupõem persistência, regularidade e intencionalidade fidedignas do processo psíquico. Portanto precisamos concluir que as ações e reações conscientes geridas e absorvidas no consciente do Ser, são as realidades que nos mapeiam em nossa convivência terrena e social.

 A FENOMENOLOGIA EXISTENCIAL E O PSICODRAMA  

       A fenomenologia existencial está intrínseca, no psicodrama, sendo fenomênico por que vai avaliar e analisar o Ser na descoberta de si mesmo; (Ramalho,2010) considerando sobre o psicodrama diz: “O psicodrama busca fazer o indivíduo alcançar uma existência autentica, espontânea e criativa”. Assim o Ser é conduzido a espontaneidade, pois é isto que promove a arte em sua sociabilização, mas além da arte os seus contatos irão lhe indicar realidades naturais, pois é o próprio Ser em seu convívio consigo mesmo e com as projeções do ambiente que o circundeia; a arte tem este papel central como Moreno indica no psicodrama, por despertar a sensibilidade, que é promotora da criatividade que é um fruto espontâneo do indivíduo.   Com esta realidade, o indivíduo é descoberto em sua existência, revelando seus potenciais e características de sua personalidade.       

       Em Moreno, a espontaneidade e a criatividade serão inatas no Ser humano, considerando essas duas reações do Ser, a espontaneidade é a capacidade que o indivíduo tem de agir, revelando sua participação em seus contatos com o ambiente físico e social ao qual convive. Já a criatividade é a disponibilidade ao ato criador, revelando o indivíduo como um Ser que constrói realidades a partir do que faz surgir com suas ações criativas no universo onde intervém e participa.       Concluindo o psicodrama, defende que o Ser é participativo e interativo, não está isolado, mas ativo no processo da comunicação, criando e recriando através de suas intervenções espontâneas, em seus convívios sociais, que são sensíveis a tudo que lhe influencia e promove, como um existente. Assim surge a originalidade em tudo que o indivíduo cria, seja através da arte ou da ciência, seja empírico ou técnico. Pois a ciência em suas teorias e hipóteses, depende da sensibilidade do ser e de suas deduções naturais e espontâneas sobre as realidades ao qual está convivendo, logo avaliando. 

                                              A SOCIABILIZAÇÃO E VYGOSTSKY       

       A teoria sócio histórica e cultural da aprendizagem e do ensino, liderada por Vygotsky, como sua denominação nos indica, enfatiza os aspectos sociais e culturais no processo da aprendizagem (e realmente em todo o desenvolvimento humano, no que diz respeito ao psiquismo), entendendo-se o social macro conceitualmente como o âmbito geral onde interagem os seres humanos em determinada população pertencente a uma sociedade específica; e o cultural, do ponto de vista micro conceitual, como o âmbito social particular ao qual pertence cada indivíduo em interação com seus semelhantes, que pode ser de tipo étnico, religioso, tradicional, geográfico, entre outros.        

      Nesta concepção, o cultural e o social se entrelaçam e se incluem entre si: a cultura faz parte do social e o social tem uma de suas expressões na cultura que, por sua vez, desenvolve o social. Desta forma, acontece toda uma influência social em geral e cultural em particular, expressa fundamentalmente pelo processo educativo que atua sobre cada membro da como montar loja virtual sociedade culturalizada, através principalmente da família e da escola, porém também através dos grupos, da mídia, das outras pessoas, das diferentes instituições públicas e privadas, enfim, de tudo o que é produzido pelo conjunto de seres humanos em interação, isto é, pela sociedade e pela cultura. 

      Tanto na evolução filogenética como ontogenética, o ser humano vai incorporando novas dotações em sua existência biológica e psicológica que o distanciam do resto dos animais, mesmo dos mais evoluídos. Assim, o natural obtido geneticamente na espécie e/ou em cada homem se modifica para deixar de ser uma individualidade e converter-se em patrimônio cultural de um grupo de individualidades que interagem entre si.       O que determina este passo do puramente biológico-natural ao grupal-cultural é precisamente a variabilidade das relações sociais, a interação entre os homens em sua luta, primeiro pela sobrevivência e, logo, pela sua melhoria. Deve ficar claro que nestas relações tudo o que é cultural é social, embora nem tudo o que é social é cultural.

SKINNER E O ESTIMULO NO PROCESSO CIENTIFICO 

       (Skinner,1979):   "A ciência é uma disposição de aceitar os fatos mesmo quando eles são opostos aos desejos”.  A concepções cientificas vão surgir assim de uma concordância geradora de discordâncias, porém depois dos embates a formula e a tese atestam uma coesão dos que se empenham na elaboração e projeção do saber cientifico de determinado elemento e assunto em pauta. Assim surge-se um olhar interrogativo sobre o que e o porquê destas circunstancias comportamentais vivenciadas por aqueles, que se posicionam como formuladores de determinado conhecimento.         A causa discordante tem sua gênese no comportamento, que para (Skinner,1979 “é a ação reflexa causada pelos estímulos”; assim todo processo e descoberta cientifica tem um estimulo, e este projetado pelo comportamento dos cientistas ou como criar um blog pesquisadores em seu processo de inquirição sobre a pauta em questão; que lhe promove o querer descobrir e chegar a uma conclusão. Não podemos atestar e buscar o fim ultimo da formula sem o estimulo que provoque esta pesquisa e saber.         

       O pesquisador depende do seu conhecimento especifico de determinado assunto, fruto de um estimulo que lhe impulsiona a se aperfeiçoar neste determinado saber. Esta espontaneidade que existe intrínseca no comportamento, muitas vezes esta reclusa e reprimida em alguns estímulos esternos que ocorrem no Ser. Mas o impulsionam pelas suas ansiedades de ter descobertas e que o superem, levando os seus estímulos a ser o impulsionador de suas superações internas e externas. Causando assim a centralização e descentralização no ato do pesquisar e formular o conhecimento determinado. 

                                           O ARGUMENTO NA MODERNIDADE 

       O argumento é que a mudança na modernidade tardia tem um caráter muito específico. Como Marx disse sobre a modernidade:  é o permanente revolucionar da produção, o abalar ininterrupto de todas as condições sociais, a incerteza e o movimento eternos ... Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido se desmancha no ar ....(Marx e Engels, 1973, p.70).        O modo de vida colocados em ação pela modernidade nos livraram, de uma forma bastante inédita, de todos os tipos tradicionais de ordem social. Tanto em extensão, quanto em intensidade, as transformações envolvidas na modernidade são mais profundas do que a maioria das mudanças características dos períodos anteriores.  

      No plano da extensão, elas serviram para estabelecer formas de interconexão social que cobrem o globo; em termos de intensidade, elas alteraram algumas das características mais íntimas e pessoais de nossa existência cotidiana (Giddens, 1990, p.21).       As sociedades da modernidade tardia, argumenta ele, são caracterizadas pela “diferença”; elas são atravessadas por diferentes divisões e antagonismos sociais que produzem uma variedade de diferentes “posições de sujeito” – isto é, identidades – para os indivíduos. Se tais sociedades não se desintegram totalmente não é porque elas são unificadas, mas porque seus diferentes elementos e identidades podem, sob certas circunstâncias, ser conjuntamente articulados. Mas essa articulação é sempre parcial: a estrutura da identidade permanece aberta. Sem isso, argumenta Lacam, não haveria nenhuma história como abrir uma loja virtual. 

                                             A OBSCURIDADE DA FILOSOFIA     


        O que se objeta, porem, a obscuridade da filosofia profunda e abstrata não e simplesmente que seja penosa e fatigante, mas que seja fonte inevitável de erro e incerteza. Aqui, de faro, repousa a objeção mais justa e plausível a uma parte considerável dos estudos metafísicos: que eles não são propriamente uma ciência, mas provem ou dos esforços frustrados da vaidade humana, que desejaria penetrar em assuntos completamente inacessíveis ao entendimento, ou da astucia das superstições populares que, incapazes de se defender em campo aberto, cultivam essas sarças espinhosas impenetráveis para dar cobertura e proteção a suas fraquezas. Expulsos do terreno desimpedido, esses salteadores fogem para o interior da floresta e lá permanecem a espera de uma oportunidade para irromper sobre qualquer caminho desguarnecido da mente e subjuga-lo com temores e preconceitos religiosos. Mesmo o mais forte antagonista, se afrouxar sua vigilância por uns instante, será sufocado. E muitos, por loucura ou covardia, abrem de bom grado os portões aos inimigos e os recebem como seus legítimos soberanos, com reverencia e submissão.      

      Mas será essa uma razão suficiente para que filósofos devam desistir de tais pesquisas e deixar a superstição na posse de seu refugio? Não seria apropriado chegar a conclusão oposta e reconhecer a necessidade de levar a guerra ate os mais secretos redutos do inimigo? Em vão esperáramos que os homens, em face dos frequentes desapontamentos, viessem por fim a abandonar essas etéreas ciências e descobrir a província apropriada da razão humana. Pois, além do faro de que muitas pessoas sentem um considerável interesse em voltar permanentemente a esses tópicos, além disso, eu digo, o desespero cego não pode razoavelmente ter lugar nas ciências, dado que, por mais malsucedidas que tenham sido as tentativas anteriores, sempre se pode esperar que a dedicação, a boa fortuna ou a sagacidade aprimorada das sucessivas gerações venham a realizar descobertas que épocas passadas.

A TEOLOGIA NO CÁRCERE

“Tomemos o cárcere como se fosse uma palestra onde podemos se dirigir ao tribunal, como se tivéssemos indo a uma plateia. “           Esta ...